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Poesia na alcova
Poesia Erótica Poesia Pornográficaaa

 

quarta-feira, 2 de junho de 2010
Intervalo

Denise Teixeira Viana

nossos corpos perplexos
complexos
de nexos e infecções

nossos anexos
esgotados úmidos abismados
de gozo e cio

sob esta sonolência
enxoval avental carências afins
te machucar de alfinetes
vigas patins

(intervalo)

ah que bom
tá tão gostoso
ai ai ai ai
ai amor
delícia
ai ai
tesudo
ai
te amo tanto
desce desce amor
me culpa me chupa com pressa
(nesta remessa de saliva compressas gengivas)
não para
estou gozando
ai amor ai ai
ai

(intervalo)

toda a maravilhosa sensação
de braços abraços pentelhos
riscando o espelho

toda a maravilhosa loucura
de dedos nervos glande
cobrindo meu útero

todo o maravilhoso silêncio
do teu silêncio
buscando meus seios

 

Postado por o fingidor às 21:57
Marcadores:
Denise Teixeira Viana

Poesia com arte - Arte com poesia
o fingidor
Delphin Enjolras (1857-1945)

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Ensaios, contos & outras prosas
Palavra do fingidor
Flifloresta em Maués

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Erotismo X Pornografia

Este blog não tem pretensão polêmica; antes, quer ser fonte de prazer; sobretudo, pelo prazer que só a
boa poesia proporciona. O título remete, de cara, ao Divino Marquês: A Filosofia na Alcova. Mas não somos (sempre) sádicos. Como disse o doce Horácio, a virtude está no meio-termo. A verdade é que os conceitos se confundem e – no fim – se complementam:

poesia erótica: acontece quando o elemento pornográfico está dissimulado (implícito);

poesia pornográfica: acontece quando o elemento erótico está escancarado (explícito).

Mas esses conceitos são muito fluidos, mudam com o tempo, com a perspectiva moral e até mesmo com a
perspectiva estética. Por isso, postaremos muita coisa careta, que já causou escândalo. É só lembrar
que muita coisa que hoje nos arrepia será careta em pouco tempo.

E aos que não gostarem, resta sempre o botão de exit.

POESIA NA ALCOVA

Giuseppe Bezzuoli (1784-1855)

 

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